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O papel do CEO no desenvolvimento de parcerias estratégicas

Portrait of friendly male leader looking at camera in working environment

O papel do CEO no desenvolvimento de parcerias estratégicas

Você já parou para pensar em como a colaboração, direta ou indiretamente, move o ambiente de negócios atual? Caso não, veja aqui alguns exemplos importantes:

-Por meio de dados e feedbacks espontâneos da minha base de clientes, por exemplo, sou capaz de melhorar meus produtos, serviços e até a forma como chego aos novos consumidores;

-Quando participamos de eventos ou fóruns, líderes de diferentes empresas compartilham experiências, cases e desafios favorecendo um movimento positivo e enriquecedor;

-Empresas (concorrentes ou de segmentos distintos) se unem para desenvolver soluções, ou até mesmo para compartilhar tecnologia, em prol do desenvolvimento de novos mercados – A Tesla agiu desta forma em 2014, quando liberou patentes com o intuito de potencializar o segmento de veículos elétricos e, consequentemente, seu posicionamento como líder daquele segmento.

Estes são apenas três casos que exemplificam processos colaborativos entre consumidores e empresas; lideranças de organizações distintas; e companhias que, por meio da união, buscam se fortalecer de algum modo em seu mercado.

Neste artigo, gostaria de refletir sobre o terceiro eixo colaborativo que aponto acima: a colaboração que ocorre entre empresas e/ou organizações. Quais as razões deste movimento do mercado e, mais especificamente, qual o papel dos líderes (diretores, gestores e CEOs) neste processo?

A mudança na mentalidade do mercado

A resposta para a primeira questão que levanto acima (quais as razões dos movimentos colaborativos no ambiente de negócios atual?) é composta de duas partes. A primeira delas corresponde a própria mudança de mentalidade do mercado face a: globalização, que une culturas; processos de transformação digital, que barateiam e popularizam tecnologias; e, a entrada das novas gerações em empresas em todo o mundo. O fato é que as próprias noções do que era importante em termos de gestão estão se transformando, em larga escala e rapidamente.

Hoje em dia, por exemplo, é bastante comum vermos noções clássicas de hierarquia sendo derrubadas, líderes adotando diálogo franco com seus colaboradores em busca de novas ideias, e grandes companhias patrocinando startups em prol de uma colaboração disruptiva. Vemos então, mais claramente, que a busca pela inovação tem o poder de unir pessoas e empresas.

Conceitos como o de economia colaborativa, por exemplo, só crescem no mercado. Um levantamento da PWC aponta que determinados segmentos atuantes no mercado de economia colaborativa podem gerar até US$ 335 bilhões em receita até 2025!

Dentro deste contexto, vemos, dentre outras tendências, o crescimento de espaços colaborativos, como os coworkings, no qual, profissionais de diferentes negócios podem interagir e fortalecer uma cultura empreendedora muito mais rica e sustentável.

Apenas para termos uma ideia, em 2018, o segmento dos espaços colaborativos cresceu 48%, segundo o Censo Coworking 2018, chegando a diversos locais do Brasil. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, por exemplo, o CEO da Regus e da Spaces no país, Tiago Alves, apontou que o interesse das gigantes é chegar a cidades como Belém, Goiânia, Manaus e São José do Rio Preto, além de fortalecer ainda mais o posicionamento no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Estes dados só reforçam o quanto a colaboração é uma realidade do ambiente de negócios atual. E, de modo bem alinhado, a colaboração pode ser uma medida estratégica para o crescimento!

A colaboração como estratégia de crescimento
Um grande erro na mentalidade de líderes ainda antenados com práticas que não encontram mais eco no presente é a de que a colaboração, quando bem desenhada, pode afetar a competitividade de uma empresa.

Mas o que tendemos a ver é justamente o oposto: quando companhias se unem, geralmente no que cada uma tem de melhor, a tendência é que ambas as organizações se fortaleçam, seja por meio de uma estratégia que cria pontes para novos consumidores, seja pelo desenvolvimento de soluções disruptivas ou mesmo pelo fortalecimento daquele mercado como um todo.

Voltando ao exemplo da Tesla, basta pensarmos que a companhia é líder de seu mercado e, ao invés de se ver enfraquecida, nos últimos anos, tem sido de grande destaque o seu crescimento, tornando-a numa das empresas automobilísticas mais valorizadas nos Estados Unidos, graças a muitas das ações colaborativas e estratégicas de seu criativo CEO, Elon Musk.

O líder e a construção de pontes
Cito o caso de Elon Musk não por acaso. Acredito, sinceramente, que é papel do líder difundir uma cultura de colaboração e se mobilizar para a construção de pontes estratégicas que movam seu negócio para as rotas do crescimento, da inovação e da mudança de mentalidade.

Entretanto, é importante ter bastante claro que, neste caminho, o líder sempre deve considerar a sinergia entre sua companhia e aquela com a qual se pretende construir uma relação de parceria. Do contrário, tal parceria pode ser infrutífera ou mesmo vista como meramente oportunistas, trazendo danos para a imagem institucional de ambas organizações.

Neste sentido, é fundamental que as empresas compartilhem de valores comuns e tenham objetivos que se comunicam. Há o caso de uma rede de escolas de idiomas que obteve um retorno positivo ao firmar parceria com a Apple para fornecer material de ponta para um dos cursos oferecidos. A união da educação transformadora com a tecnologia oferecida pela Apple gerou um serviço de excelência e qualidade.

Seguir neste caminho de busca pela colaboração em diferentes frentes é fundamental para o crescimento das marcas. Neste caso, as frentes envolvidas são os alunos, colaboradores, e outras empresas e organizações. Por meio da união, as empresas tendem a melhorarem e, por conseguinte, crescerem. Sim, é uma relação ganha-ganha real! E você, que ponte colaborativa construiu em sua organização?

Fonte: Computerworld

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